segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Poema/Oração ExpressArte - Retiro Intensivo*
Vem do coração criativo colectivo <3 font="">

"Sou feliz neste agora.
Ao estar aqui, permito-me olhar para mim com outros olhos.
Mais do que estar aqui, é a certeza de querermos viver.
Talvez seja isso, deixar vir de dentro essa grande força.
I trust myself.


Como é bom entregar-me.
Abrir-me para o mundo superando alguns medos.
Onde estou, estou no sítio certo.
Aguardo a mudança em mim.
Onde estou aguardo o que vier, serenamente!

Na mente vazia,
Usar a sabedoria do silêncio.
Ouvir a voz do coração.
The confidence is my inner power.

Sinto-me tranquila(o).
Neste dia de sol sinto que podia passar o dia todo a dançar alegremente.
Espero tudo e não espero nada...
E isso é suficiente!

O que tens dentro de ti?
O que reflectes no mundo?
Para te sentires feliz fecha os olhos e vê.
See with gratitude and love...

Amén!*"

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Colectivo de amor

Na região mais alta de MalKuth habitam as Almas glorificadas
denominadas Ischim.
Comunhão dos santos
alívio de meu ser
versão melhor de mim de Deus presente.
Recito e oro:
Na casa da Luz da noite
incorporo cada célula
do Mundo.
Largo
entrego
paro.
Não pela chuva mas pelo chover
esse sémen divino vibração almejada.
Ilumina o obscuro!
Por entre o canto dos pássaros tudo é escuta!
O corpo viaja numa intermitência veloz.
Há que subir Sião!
Gratidão
Anjos pela mão.
Aceito o que me chega como benção, agradeço como sendo já
porque já É.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Renascimento

A manhã surge por entre os cântico dos pássaros.
A humanidade desperta silenciosa para a tímida luz que espreita.
Tudo é escuta!
O corpo viaja numa intermitência veloz.
Noa, cambaleante embriagado do espírito, sente o fluxo vivo da mente.
Eu escuto! Eu observo! Eu escolho!
As melodias brotam da terra fecunda.
Zifrom derrama-se em tons de amor sobre o meu corpo que chove a queda das folhas nesta madrugada calma.
Há que subir Sião! Continuar a jornada...
Eu permaneço eterna. Celebremos!

Poema/oração criado em retiro na comemoração dos meu 30 anos*

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Terra

Aqueles que sabem não falam.
Aqueles que falam não sabem.

Bloqueia as aberturas do teu corpo.
Fecha a tua porta.
Desfaz as tuas arestas.
Desata os nós.
Suaviza a tua luz.
Junta todas as poeiras.
A isto chama-se união com o místico.

Tao Te Ching O livro do caminho e da Sabedoria - Lao Tzu 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Desejo

Dar vida sem possuir,
agir , sem expectativas,
guiar, sem oprimir.
A isto se chama o poder da virtude suprema. 
in Tao Te Ching

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Mente a 1 e dissimula o resto do ano!


Uau  é dia 1 de Abril!
Sim, mente-me que eu gosto.
Não estou a mentir.
Ok, eu fingo que acredito.

Toca a campainha

Pelo intercomunicador:
Quem é?
Sou eu!
Eu quem?
Eu!
Ahh sim, sobe!

Subindo as escadas: eu sei que sou eu, e tu sabes que eu sou eu… afinal não são precisos nomes. A identidade está na convicção com que dizemos as palavras! A convicção gera o som interior de afirmação da nossa identidade.

DARIO FO, a propósito do DIA MUNDIAL DO TEATRO que se celebra dia 27 de Março

"Já faz muito tempo que a forma de resolver o problema da intolerância para com os comediantes era expulsá-los do país. Hoje, os atores e as companhias de teatro têm dificuldades em encontrar teatros, praças públicas e espectadores, tudo por causa da crise. Os Governantes, portanto, não estão mais preocupados com os problemas de controle sobre aqueles que se expressam com ironia e sarcasmo, já que não há lugar para atores, nem existe um público para assistir. Ao contrário, durante o período do Renascimento, na Itália, os que estavam no poder tinham que fazer um esforço significativo para manter em seus territórios, os Commedianti, uma vez que estes desfrutavam de um grande público. É sabido que o grande êxodo de artistas da Commedia dell'Arte aconteceu no século da Contra-Reforma, que decretou o desmantelamento de todos os espaços do teatro, especialmente em Roma, onde foram acusados de ofender a cidade santa. Em 1697, o Papa Inocêncio XII, sob a pressão de insistentes pedidos do lado mais conservador da burguesia e dos expoentes do clero, ordenou a demolição do Teatro Tordinona, em cujo palco, segundo os moralistas, tinha encenado o maior número de performances obscenas. Então, a única solução para a crise está na esperança de que uma grande "expulsão" seja organizada contra nós e, especialmente, contra os jovens que desejam aprender a arte do teatro: a diáspora nova de comediantes, de fabricantes de teatro, que, certamente, a partir de tal imposição, terão benefícios inimagináveis para uma nova representação."

domingo, 13 de janeiro de 2013

I am and you are

I’m dreaming stars loving trees eating air flying oceans jumping skies smiling tears dropping laughs I’m movement I’m cold and gold I’m warm and crazy I’m sliding and static My body is unpredictable But I’m infinite My breath is my fuel The veins my colour The skin my side My bones the music Play with me Let’s play together I know you’re there because I’m here Let’s play with our bodies Let’s open our souls to the space There is no time, no beginning I don’t know when that’s begun And also if one day it will came to an end Take the breeze into your heart You are an open door to the infinity Let the feelings pass like the seasons on you If it’s raining, feel the water in your face and listen the sound If it’s hot, feel it in your skin, close your eyes and imagine colours Be like nature, be natural. All universe whisper in your ears the love song. The music of silence, the melody of emptiness Float like a feather in the water Shine your darkness Smile for your instinct Don’t chose, be the choice!

quinta-feira, 5 de abril de 2012

No topo rochoso do ser

Uma aberta no céu
As gaivotas planam
A estrada é longa
O horizonte é infinito

O eterno fluxo da química
Amando-te parto
O teu amor vê-me partir
Libertamo-nos para o amor

Fecho os olhos, sorrio
Oiço a melodia da pulsação
O cabelo dança ao vento
Uma lágrima desce alegre

A noite cai sobre as ondas
Estou sentado no topo do mundo
Adormeço em mim sob as estrelas
E as esferas mexem-se em silêncio

terça-feira, 27 de março de 2012

Absurdos discursos

No jantar anual. A rua estava calma. Uma sombra estava a segui-lo.
Um jovem gordo, amarelado, ramelado, com um passo ruidoso sorria.
No fundo Zé era um fanfarrão. Hoje faltava-lhe um sapato que estava no fundo da sala perdido e ele estava zangado. Estendeu os braços carinhosamente mas não o alcançou, era demasiada a gordura!

- Boas noites senhor.
- Boa noite.

Que Karma o dele, ter de aturar aquele bigorrilhas que tem sempre uma solicitude matreira.
Subitamente, em posição de rosnido feroz, ele entrou em pânico, tropeçou numa jovem e disse:
- Xiça!
Uivava com dores e só praguejava, parecia falar russo.
- Olha, aguenta-te, disse ela.

Valter deu um passo atrás. Pediu desculpa, uma desculpa entaramelada, quase engolindo o cigarro, cuspiu e caminhou em frente.

- Vejam bem ali, aquele ser viscoso e libertino todo convencido, disse ela.

O calor continuava visceral, sólido e exacto. Mais um momento e desmaiava.

- Vamos já tratar disso. Ora vire-se para lá, disse o médico.

Um bolo abominável sorria e ele tremendo tirava o creme que lhe escorria entre os olhos. Por fim, levantou-se e atirou, ofendido, um murro demolidor ao bolo no balcão.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Escrevendo imagens

1ª imagem: Aquele é o braço de uma senhora que está atrás da porta que dá para um enorme jardim. A senhora fica com o braço estendido atrás da porta. Ela pede esmola para apanhar o comboio, mas em silêncio e sem rosto.

2ª imagem: Gosto do teu jeito desajeitado e do teu sorriso escancarado, o muro cinzento atrás só o enaltece.

3ª imagem: O muro perdeu-se dentro do sapato preto do homem que o descalçou a correr para ir segurar outro muro.

4ª imagem: Porque me olhas de lado?
Para não ficares constrangido.
E tu?
Porque tenho uma pala no olho.

5ª imagem: Eu tenho uma boneca na mão, mas o que eu queria era estar ao colo da minha mãe.

6ª imagem: Ela deixou os seus restos caídos no chão e com o que ainda conseguiu levar criou o seu novo rosto.

7ª imagem: Que vida poder ter uma cadeira vazia? Talvez o vazio que existe nela! Não me vou sentar, só contemplar.

domingo, 5 de fevereiro de 2012

Ressurgindo

Coloco as mãos no vazio
Sou um viajante da noite
Escuto os ruídos do silêncio
O incómodo dilatado em mim

O corpo móvel que habita o espaço
O habitáculo da alma caprichosa
A coluna vertebral expressiva
O romantismo feminino oculto

A dança do olhar repetido
O querer aproximar do abismo
A ondulante água ao vento
O sensual cabelo carpindo

O estranho próximo
O próximo estranho
A proximidade estranha
Entranha a estranha proximidade

O que prende no que se aprende?
O que fica do que resta?
A que marca atinge este golpe de aresta?
Esta fresta que permite e oscula a festa…

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Aonde vão os homens?

Quando não se venera coisa alguma, celebram-se todas as coisas. Aonde vão os homens? Oh meu amigo, meu amado, eu parti em busca de mim mesmo, mas algo estranho aconteceu. Em vez de me encontrar, desapareci, tal como uma gota de orvalho desaparece no oceano.

Interessa-te pela vida! Viver é a realidade. Quando começares a viver, as coisas comuns são transformadas em beleza extraordinária. Traz a qualidade do amor intenso e apaixonado às pequenas coisas. A vida é feita de pequenas coisas - elas são transformadas, tornam-se luminosas.

Fabrica, tece as tuas roupas em celebração e consciência. Veste-as, usa-as e depois com todo o cuidado abandona-as tal como as usaste no primeiro dia e faz o teu voo solitário. Regressa a casa, lá habita a tua integração.

O apelo

Está no silêncio e na multidão.
Na irresistível dor e na loucura.
No limite do impossível
No motor da viagem existencial
Em deus travestido de belzebu
No príncipe das trevas.
No sonho e o destino

sábado, 17 de dezembro de 2011

Malha atmosférica

Entramos num espaço em que tudo está em aberto.
Todas as disponibilidades são escolhas descomprometidas.
A totalidade do ser, na totalidade do espaço, para além do tempo.
Um tempo sem ponteiros que aglutina e compõe uma atmosfera.
Ela fala no interior dos corpos sonantes que rasgam o improvável.
Dá-se a composição dos corpos e a decomposição da mente.
Todo o constante largar daquilo que nos escolhe,
E o integrar o desconhecido como possível caminho no menos percorrido.

Que novos espaços surgem no espaço?
Que novos “eus” integram o eu?
Que sons ressoam neste silêncio?

Um fio de som que escorre suspenso pela porta das dimensões,
Abre os sentidos mais profundos da escuta.
Espera o inesperado e descobre a verdade
A natureza adora esconder-se…
Não fala, nem oculta mas dá sinais!

O eu, o outro, a mente faladora, o corpo recluso.
A descoberta do impulso expansivo, de uma linguagem única.
A malha humana que une a razão e o sentir num momento único e vibrante!

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Do you hear me?

Give me another life before I die.
I want to live so badly that this life has passed without living,
Going by in endless ponderings
Without fulfilling my intents.
Day after day, I have been broken,
By circumstances, by my state of mind.
Agreeing to the persuasions of convenience
I offer my face to voiceless truths.
All my individuality as gone,
My mind has not created me.
Take back this silk, this clothes, this skin
And give me a mirror.
Do you hear me?
Give me a mirror so that I can see myself without veils.
Give me courage, I must not turn back and hide.
Give me the strength to say what is,
Give me the strength to know what is
Give me the strength to live what is
Enough of falsehood!!!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

The great alchemy

My dear beloved I rest on you
Now that I rest on my soul I find yours
I search for my skin countless lifetimes
I’m running sleepy, facing storms and pounding waves
But now I create one final storm

I do not struggle: I know that all must go, one day
Breath is a game of chess
Which I’m bound to loose
By drinking poison I find deathlessness – I try it!

I look at the present dark state of humanity
Love Is no game, it’s a fragrance, it never ends
If you leave a love life everything can happen
If you have this much faith and trust
Then you take life and death with you

Trust is the great alchemy
It’s the great revolution

terça-feira, 6 de setembro de 2011

The interior traveller

If you are aware of your presence then your solitude is love!
In your aloneness you are blissful, delighted, joyous
From the first sunlight to the last touch of night
A soft fragrance stay with you

You’re never alone

Let the existence embrace you
Accept you – simply, naturally
Your feet have touched the limits
In very direction and beyond
Let the hands of love touch you
Let your soul sing

Some breeze of love, demolishing all barriers,
Walks along with you

You’re never alone

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

O pequeno apelo

O pequeno apelo para a grande morte.
Os pequenos passos no limiar do abismo consciente de mim.
O obscuro lado do desconhecido.
O saltar da luz para o mergulho profundo da noite.
Andar pelos caminhos estreitos da existência não percorrida.
O mergulhar mais profundo para o emergir mais alto, para além, para a eternidade.
O estreito espaço entre mim e toda a existência.
O lago onde me deixo afundar consciente ouvindo o que canta para além de mim.
No estreito e escuro túnel uma pequena luz dá forma aos fantasmas das minhas ilusões e alimenta a minha fé oculta no não-ser.
Qualquer pedaço de mim serve para libertar a minha mente e em qualquer espaço da minha pele posso escrever o caminho.
No silêncio de mim mesma nasce o lugar das coisas.
Em mim constrói-se a luz e as trevas, a mais cristalina fonte vinda do poço mais sujo e escuro.
As vozes ecoam num cântico celeste e o meu corpo invisível dança pelo espaço do imaginário colorido e efervescente.
Regresso a casa!
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